segunda-feira, 16 de abril de 2012

este texto não é meu, é da autoria de um colega de turma, pedi-lhe e achei por bem coloca-lo no meu blog para todos verem. é uma história verídica e espero no futuro poder ajudar alguém que se encontre na mesma situação. resta dizer-te apenas isto 'não desistas de ti, amigo!'


''vou contar uma história. era uma vez um rapaz simples, adolescente, com uma familia feliz, com muitos amigos, com resultados escolares normais, que se vestia consoante a moda corrente, e com uma namorada. Ela era 2 anos mais velha que ele e começaram a namorar porque gostavam muito um do outro e porque se davam lindamente. Durante os primeiros meses de namoro, tudo corria às mil maravilhas. Ambos saíam juntos, divertiam-se, passeavam, comiam juntos, falavam, zangavam-se, gritavam, abraçavam-se. Mas um dia ela disse que não gostava mais dele, e que não queria mais namorar com ele. Que já não sentia o mesmo que antes sentia. Ele não quis acreditar e ficou muito triste, mas ele sabia que no fundo também tinha alguma culpa pois já tinha feito muita porcaria e também a deixou muito triste. Passado uma semana de ela ter acabado com ele, eles foram os dois sair à noite com grupos diferentes de amigos, ela com a suas amigas, e ele com os seus amigos. Nessa noite, não se falavam, apesar de ele ter uma vontade enorme de esquecer tudo, agarrá-la e beijá-la. Mas o orgulho estava muito distinto nessa noite. Até que o inevitável aconteceu, ela beijou outro rapaz que era amigo dele. Ele não conseguia acreditar nos seus olhos, e começou a pensar porquê não era ele no lugar do amigo. Uma raiva incontrolável começou a crescer dentro dele, e sem mais nem menos, ele bateu no amigo. Ela chorava para ele parar, mas ele não era capaz, ele queria parar porque estava a aleijar o amigo mas algo mais forte e mais poderoso controlava as mãos dele enquanto lhe batia. Foi aí que a vida dele começou a tomar outro rumo. Eles eram da mesma escola, e todos os dias se viam, mas ela ignorava-o. Dia sim, dia não, ele chorava no quarto, de modo a que os pais não vissem. Lembrava-se de todos os momentos que tinha tido com ele, como se fossem flashes de imagens a passar a velocidades extremas pela sua cabeça. Ele pensou: “Eu não sou nada, não mereço nada” e a auto-estima dele começou a baixar. Até que o que ele mais hoje se arrepende aconteceu, a droga entrou na vida dele. Começou por fumar a mais banal de todas as drogas, a marijuana. De vez em quando, lá dava uma passa, ou comprava e à noite enquanto pensava nela consumia. Cada dia que passava a marijuana ia regredindo nos seus efeitos, já nao dava aquele “estalo” que costumava dar, já não dava aquele prazer usual, aquela dose já não chegava. Começou a consumir todos os dias, aos 2 e 3 charros por dia, e em quantidades maiores para ver se conseguia esquecer tudo à sua volta, mas principalmente, esquecer-la. Durante umas semanas conseguiu abstrair-se do mundo físico e entrar na sua realidade alternativa, um mundo de pensamentos e convicções só dele. Mas de novo, aquela dose deixou de “bater” e não dava mais para se abstrair. Tentou fumar doses mais elevadas, mas mesmo assim, o efeito era mínimo. Algo estava errado. Informou-se de possiveis explicações para o que se estava a passar, e viu que o vicio tinha-se alastrado, e consumido o corpo todo dele. Se estivesse um dia sem fumar, ficava stressado, arrogante, estúpido. Até que lhe foi apresentada uma nova droga, de maneira diferente de consumo: metanfetaminas. De aspecto totalmente diferente, despertou-lhe uma certa curiosidade, curiosidade essa que afectou todo o seu pensamento, dia e noite, até que, snifou. Os efeitos eram totalmente diferentes, enquanto a marijuana o deixava viajante, esta deixava-o eléctrico, bem consigo próprio, capaz de fazer tudo. Vieram as noites sem dormir, as dores no corpo da ressaca. Viu que tinha de parar, aquilo não era vida pra ele, as notas estavam a baixar, estava a perder os amigos. os pais choravam pela vida que ele levava, e mais importante, ela ainda não tinha voltado. Decidiu: “Tenho que parar.” Mas já era tarde demais, todos os dias vinha uma vontade incontrolável de “dar um traço”, de apanhar “alta broa”. Viu que tinha a vida condenada, mas que por mais que lhe custasse, TINHA DE PARAR, JÁ. Afastou-se de tudo o que se relacionava com droga, de tudo e de todos. E em casa, e na escola, lutou contra o vício, pensando que um dia ela voltasse para ele, um dia…

miss you Ana Rita, everyday''